Desconfiança Aprendida, Inocência Corrompida

English / Español

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A pureza espontânea corrompida pela desconfiança aprendida

A mente nasce pura, mas é ensinada a temer antes de compreender com equilíbrio e a desconfiar antes de conhecer; assim, forma-se uma consciência condicionada, capaz de se defender do que não a ameaça, mas incapaz de reconhecer a própria distorção — projetando na pureza a maldade que carrega e prejulgando injustamente, atropelando o próprio senso de ridículo.

E assim, quase imperceptivelmente, instaura-se uma engrenagem opressora, contínua e silenciosa.

Revela-se, então, o paradoxo inevitável: não é a falta de capacidade que limita o ser humano, mas o condicionamento que o impede de ser, ver e raciocinar livremente.

Nesse contexto, o retrocesso civilizatório passa a ser percebido como normalidade — numa inversão sutil, porêm devastadora, da lógica, da razão e dos próprios postulados que deveriam dignificar a humanidade.

E quando a distorção deixa de ser percebida como tal, a própria consciéncia passa a operar contra si mesma, substituindo a bondade natural pela maldade aprendida.

Comentário:
Isarina Pinheiro da Paixão – Mestre em Psicologia

Concordo plenamente com o texto. Perfeito!
Ao refletirmos de forma positiva, reconhecemos que o mundo pode, de fato, nos transformar, moldando nosso olhar e nossa forma de sentir.

Ainda assim, cabe a cada um decidir até que ponto essas marcas irão endurecer o coração ou apenas torná-lo mais consciente.

No entanto, as crianças, em plena formação da mente, e os jovens não possuem, muitas vezes, o direito de escolha.

Excelente reflexão!

English

Learned Distrust, Contaminated Innocence

The mind is born pure but is taught to fear before understanding with balance and to distrust before knowing; thus, a conditioned consciousness is formed, capable of defending itself from what poses no threat, yet incapable of recognizing its own distortion – projecting malice onto purity and unjustly pre-judging, trampling over its sense of ridicule.

And so, almost imperceptibly, a continuous, silent, oppressive mechanism is established.

An inevitable paradox is then revealed:

it’s not a lack of capacity that limits the human being, but the conditioning that prevents them from being, seeing, and reasoning freely.

In this context, civilizational regression comes to be perceived as normality — a subtle, yet devastating inversion of logic, reason, and the very postulates that should dignify humanity.

And when the distortion ceases to be perceived as such, one’s own consciousness begins to operate against itself, replacing natural goodness with learned malice.

Comment:
Isarina Pinheiro da Paixão — Master in Psychology

I fully agree with the text. Perfect!
Through positive reflection, we come to recognize that the world can indeed transform us, shaping the way we perceive and feel.

Even so, it is up to each individual to decide to what extent these marks will harden the heart or simply make it more conscious.

However, children, whose minds are still in formation, and young people often do not have the privilege of choice.

Excellent reflection!

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Español

Desconfianza Aprendida, Inocencia Contaminada

La menornace pura, pero se le enseña comer antes de comprender con equilibrio y a desconfiar antes de conocer; asi, se forma una consciencia condicionada, capaz de defenderse de lo que no la amenaza, pero incapaz de reconocer su propia distorción — proyectando en la pureza la maldad que lleva, prejuzgando injustamente y atropellando su propio sentido del ridiculo.

Y asi, casi imperceptiblemente, se instaura una engranaje opresor, continua y silenciosa.

Entonces se revela la paradoja inevitable: no es la falta de capacidad la que limita al ser humano, sino el condicionamiento que le impide ser, ver y razonar libremente.

En este contexto, el retroceso civilizatorio pasa a ser percibido como normalidad — en una inversión sutil y devastadora de la lógica, la razón y los propios postulados que deberían dignificar a la humanidad.

Y cuando la distorsión deja de ser percibida como tal, la propia conciencia pasa a operar contra si misma, sustituyendo la bondad natural por la maldad aprendida.

Comentario:
Isarina Pinheiro da Paixão — Máster en Psicología

Estoy plenamente de acuerdo con el texto. ¡Perfecto!
A través de una reflexión positiva, reconocemos que el mundo puede, en efecto, transformarnos, moldeando nuestra manera de percibir y de sentir.

Aun así, corresponde a cada uno decidir hasta qué punto esas marcas endurecerán el corazón o simplemente lo harán más consciente.

Sin embargo, los niños, en plena formación de la mente, y los jóvenes a menudo no tienen el privilegio de elegir.

¡Excelente reflexión!

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