Washington DC - EUA - 16/04/2014 - A estratégia levada a cabo pelo presidente russo na Ucrânia assemelha-se à manobra realizada por Adolf Hitler para conquistas em 1938 durante a primeira guerra mundial. Recentemente a ex-chefe da diplomacia norte-americana Hillary Clinton salientou que Putin utiliza para justificar a anexação da Crimeia e suas investidas contra a Ucrânia uma retórica similar a utilizada pelo maior criminoso da historia da Humanidade objetivando a expansão territorial russa numa região de conflito entre os partidários da Europa e aqueles que consideram que inexoravelmente seu futuro esta ligado à Russia. O mesmo Hitler empregou tática similar para justificar a anexação da extinta Checoslováquia ao império Nazista. Hitler repetia: “Se aos nascidos na Alemanha, aos decendentes de alemães que vivem em lugares como a Checoslováquia e Romênia não os estamos tratando com justiça, devo ir protege-los". Essa postura tem gerado apreensão e insegurança mundial, destacou a ex secretaria de Estado referindo-se às declarações na qual o líder russo enfatizava que não duvidaria em usar a força militar para garantir a integridade de seus cidadãos na Ucrânia.

Hillary fez uma referência ao cenário de 1938, época em que Hitler já estava com as rédeas de um pais enfraquecido e cansado de pagar aos aliados cotas conhecidas como “reparação de guerra' - aviltantes impostos pagos aos vencedores da I Guerra Mundial por haverem determinado que em grande parte o conflito teria acontecido por culpa da Alemanha-. Entretanto os aliados não contavam que o líder nazista ia se valer desse ressentimento para atrair seguidores, consolidar seu poder e dar inicio a um expansionismo territorial sobre terras que de uma forma ou de outra considerava alemã.

Esse procedimento esta configurado na ação do presidente russo Vladimir Putin, que esta promovendo revoltas bem sucedidas na Ucrânia para mobilizar suas tropas, invadir o pais vizinho e finalmente defender referendum de anexação de outros territórios.

RUSSIA INICIA RETOMADA DA CARREIRA ARMAMENTISTA

Em meio a escalada da insegurança e apreensão mundial com a ação russa, o vice primeiro ministro russo Dmitri Rogozin, responsável pelo departamento de defesa, declarou que até 2020 a Russia contará com um dos melhores exércitos do mundo e poderá travar uma guerra sem contatos, com a utilização de armas inteligentes “capazes de multiplicarem-se por cinco," com precisão de longo alcance em uma velada ameaça com alcançar o território americano. A afirmação foi feita em uma palestra a estudantes na cidade de Cheliabinsk conforme noticiou a agencia estatal RIA Novosti.

Rogozin ressaltou que a Russia investirá mais de 550.000 milhões de dólares em novas armas para o exército e a marinha que até 2015 estarão renovados em 30%. Alem disso, 84.000 milhares de dólares serão destinados ao aprimoramento do setor industrial militar, incluindo a compra e o desenvolvimento de um parque industrial moderno.

EUA NÃO FICA ATRAS NA MODERNIZAÇÃO DE SUAS ARMAS

Essa semana o DRONE X-47B realizou primeiro voo noturno conforme divulgou o comando de sistemas aéreo naval da Marinha Americana. Os testes foram realizados na base aero naval de Fort Meade (Patuxent), aqui no Estado de Maryland, conforme divulgou o site Aviation Today. Os exercícios noturnos do X-47B fazem parte do desenvolvimento do conceito de exploração de drones desse tipo.

As provas formam parte de um programa ampliado, a parte principal concluída em junho do ano passado quando o X-47B realizou com sucesso inúmeras aterrissagens automáticas nos porta aviões George Bush e Theodoro Roosevelt.

Os X-47B funcionam armados com ogivas mediante um software avançado de controle de vôo e de navegação precisa guiados por GPS e oferecem a opção de serem controlados a distancia por um operador e estarão integrados as forças de defesa até 2020. Essa tecnologia permitira o lançamento de aviões de guerra não tripulados em todo mundo sem a necessidade de utilização de bases terrestres estrangeiras.

AUTORIDADES DOS EUA CONFIANTES NAS NEGOCIAÇÕES DE GENEBRA

Washington tem poucas expectativas e estuda profundas sanções a Moscou. Apesar da crescente crise na Ucrania, os EUA seguem convencidos de que a via diplomática é a única opção viável para a solução da crise naquela região.

Sem grandes expectativas sobre eventual êxito da reunião entre Washington, Moscou, Bruxelas e Kiew - sobre o conflito nesse país que se realizará amanhã em Genebra, a Casa Branca considera que servirá para que a Russia e o Governo provisório da Ucrânia possam intercambiar diretamente posições com vistas ao cesse da instabilidade latente no Oeste da nação. Essa aposta tendo como canal a diplomacia e o diálogo, também consideram a imposição de sanções econômicas com as quais a Administração Obama pretende combater o desafio Russo contra a ordem mundial. A pressão para ampliar tais sanções em represália por recentes provocações do Kremlin tem forçado o presidente americano ao cuidadoso exame em seus cálculos politicos sobre quando e como sera sua aplicação de forma a não prejudicar as conversações desta semana, nem os interesses econômicos do país e os aliados europeus.

O horizonte é sombrio e a prolongada crise política, econômica e social que enfrenta a Ucrânia poe a prova os nervos e a competência da diplomacia, bem como a capacidade de liderança dos Estados Unidos, União Europeia e Russia. Evitar a escalada militar que poderá iniciar um conflito mundial é o maior desafio do momento e requer o encontro de soluções imediatas ao dessestabilizador conflito que aprofunda divisões não superadas da guerra fria. A humanidade não pode tornar-se refém de ditaduras ou voltar ao período do expancionismo territorial através de ações militares em pleno século XXI. Putin, cujo sobrenome ganha sentido literal ante os amigos da paz aposta no caos e parece disposto a pagar pra ver o que acontecerá.


TENTATIVA DE INTIMIDAÇÃO RUSSA AO DESTROYER AMERICANO DONALD COOK

O Pentágono qualificou a ação militar russa 'provocativa' contra o destróier USS Donald Cook da Marinha dos EUA. Sábado passado um caça russo SU-24 Fencer que parecia não carregar armas efetuou por 3 horas mais de 10 vôos a baixa altitude sobre o Cook que navegava em aguas internacionais no mar Negro. Através do porta-voz do departamento de Defesa o Governo americano qualificou a ação como “provocativa e anti profissional", causadora de desnecessária tenção na tripulação. Conforme oficial da Navy, a aeronave russa não respondeu a varias tentativas de contato feitas pelo comando do navio. O fato aumentou as tenções entre EUA e Russia e reviveu momentos típicos do período da Guerra Fria.

“Esta ação russa sem precedentes é inconsistente com os protocolos e acordos internacionais vigentes sobre a interação profissional entre os nossos militares ", declarou o coronel do Exército Steve Warren, porta-voz do Pentágono, na segunda-feira. Para ele em nenhum momento o Destroyer estadunidense esteve sob perigo e eh mais que capaz de se defender contra um avião desse tipo. Ontem em sinal de solidariedade a tripulação o Presidente da Romênia, Traian Basescu, visitou o navio que ancorou no porto de Constanta, perto da base aérea permanente de Mihail Kogalniceanu, onde milhares de soldados norte-americanos estão estacionados, incluindo aviadores e fuzileiros navais.

O Donald Cook foi enviado da base de Norfolk na Virginia para o Mar Negro na semana passada, em um esforço para tranquilizar os aliados da OTAN incluindo a Roménia, face da agressão russa a Ucrânia.