Apresenta-se insustentável o argumento da falta de recursos para coordenar o processo de ocupação territorial ordenada da fronteira brasileira quando seu valor patrimonial e histórico é infinito.
O Brasil não deve desconsiderar que a única superpotência global, os Estados Unidos da América, com toda sua tecnologia de ponta em defesa e o potencial econômico não tem sido capaz de conter a invasão territorial de milhares de estrangeiros em suas fronteiras com o México e Canada, atraídos pelo sonho de uma vida melhor.
Dentro de algumas décadas, quando os fluxos de migração no mundo forem acelerados pela busca de sobrevivência (comida e água) recursos naturais em escassez decorrente do processo de exaustão no planeta, a Amazônia, na condição de celeiro do mundo e o que restará do seu status de santuário ecológico, catalisará, incentivará e facilitará pelo isolamento grandes contingentes de imigrantes advindos dos cinco continentes, particularmente de países como a Índia e da China e só não consegue compreender o alcance dessa ameaça latente os leigos ou usurpadores do dinheiro público, descomprometidos com a Pátria brasileira.
Se ainda tivermos um soldado para proteger com equipamento obsoleto ganhando ridículo salário milhares de quilômetros, isso será o fim de nossa soberania, por única culpa da irresponsabilidade e da incompetência das elites governantes; essas, imediatistas, desprezam a discussão em torno de questões de natureza estrutural e priorizam interesses pessoais mesquinhos em detrimento dos interesses nacionais, apesar de serem bem pagos e revestidos da responsabilidade outorgada de boa-fé pelo povo brasileiro.
É urgente a necessidade de integração da faixa de fronteira internacional da Amazônia, seu desenvolvimento sustentável, preservação e segurança. A proposição denominada Transfronteira acolhida com boa vontade pelo deputado Nilton Capixaba PTB-RO num gesto de admirável patriotismo alarga a sensibilidade nacionalista tão carente de ser resgatada no Congresso Nacional.
O êxito de um projeto com tamanha dimensão tão bem explicado na matéria (AQUI), de Montezuma Cruz, depende diretamente da articulação de forças nacionalistas e de toda a Sociedade Civil para que a discussão avance na observância aos postulados democráticos.

Acredita-se que a tão sonhada guarnição plena das fronteiras se ampare no entendimento e na interação maior entre todas as matizes políticos, movimentos sociais, população civil e Forças Armadas, estas tão carentes de respeito, apoio e valorização no anímico Estado de Direito.